Política saudável
Deputado confirma R$ 13,9 milhões ao Hospital São José, em Maravilha. Parte já foi paga e conclui a segunda fase do novo prédio que atende o Extremo Oeste.

Quase R$ 14 milhões não caem do céu, mas quando caem na conta fazem barulho. São R$ 13.989.912,82 para o Hospital São José, de Maravilha, articulados pelo deputado estadual Marcos Vieira (PSDB) junto ao Governo do Estado.
A promessa agora tem número, vírgula e extrato: mais de R$ 1 milhão já entrou, segundo o próprio deputado. O dinheiro fecha a segunda fase do novo prédio que atende o Extremo Oeste e tira a obra da paciência infinita para o terreno da execução.
Marcos Vieira fez questão de lembrar que a relação com o hospital começou em 2011, com 10 leitos de UTI ativados, e seguiu com tomógrafo, mamógrafo, raio X digital, arco cirúrgico, lavanderia, cozinha reformada e recursos de manutenção.
A diretora Neiva Schaefer declarou que o hospital não seria o que é sem o mandato e entregou ao deputado a camiseta usada pelos funcionários, símbolo de uma parceria que já dura 15 anos e rende aplauso público.
VICE EM JOGO
Ângela Albino, ex-vereadora em Florianópolis e ex-deputada estadual pelo PCdoB, fez as malas em Lagarto, Sergipe, e avisou nas redes que encerrou o ciclo na Secretaria de Governo e Inovação com “bases estruturadas” e “pontes fortalecidas”. Disse que cada desafio reforçou a atuação técnica e o compromisso com o interesse público. Tradução livre, segundo a própria postagem, missão cumprida e coração aberto para novos horizontes. Ela pode virar vice na chapa de Gelson Merísio, hoje no Solidariedade.
CARDIOLOGIA PEDIÁTRICA - O vereador João Marques Rosa (União) esclareceu informações divulgadas sobre atendimento pediátrico, na edição impressa de ontem no DI. Diferente do publicado, não foram retirados mais de cinco litros de secreção, mas mais de 500 ml no procedimento realizado em uma criança que só encontrou o atendimento necessário em Joinville, após transporte com apoio do SAMU e do Saer. Também corrigiu que não há falta de neurocirurgiões na região, embora ainda falte serviço cardíaco pediátrico.
MEMÓRIA CONSAGRADA

No Bairro Paraíso, em Chapecó, a saúde ganhou sobrenome e a política, uma moldura dourada. O Centro de Saúde da Família agora exibe o nome de Luiz Antônio Bernardi, ex-vereador do PDT na 13ª Legislatura, de 1997 a 2000, advogado com atuação no direito do trabalho e em pautas sociais, conforme registro da Câmara.
A iniciativa partiu de Valdemir Stobe, o Tigrão, do PSD, e do Executivo, que apresentaram projeto aprovado e acolhido pelo Legislativo. Homenagem justa, dizem o autor, lembrando que Bernardi faleceu aos 66 anos, em dezembro de 2023, após 13 anos de tratamento contra o câncer.
Filhas e genro estiveram com o vereador compondo a cena que une afeto e rito institucional. A placa sobe, a memória se eterniza, e a cidade segue, agora com história gravada na fachada.
RECORTES
SENSÍVEL - Ironias discretas. O que começou como cálculo frio sobre descontos indevidos no INSS, com beneficiários lesados e cifras alinhadas em planilhas, agora atende por sobrenome ilustre. A matemática ganhou parentesco, e a conta passou a exigir leitura política.
CARIMBO - A Polícia Federal pediu, o Supremo autorizou. André Mendonça assinou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva. Tudo técnico, regular, protocolado. Em teoria, apenas papel. Na prática, cada despacho em Brasília costuma carregar densidade extra.
CRUZAMENTO - A apuração aproxima dados de Lulinha dos de outros investigados, como o empresário chamado Careca do INSS, preso desde setembro de 2025, e a lobista Roberta Luchsinger. Relatos preliminares mencionam possível repasse mensal de R$ 300 mil. Valor que fala por si, segundo os documentos citados.
VERSÕES - De um lado, relatórios e números. De outro, a defesa, que classifica a investigação como tentativa de atingir a família presidencial. O roteiro é conhecido, indício técnico contra negativa firme. Cada parte sustenta seu enredo, à espera de qual papel resistirá ao tempo.
INDICAÇÃO - Há ainda o detalhe institucional que tempera o ambiente. O relator no STF, André Mendonça, foi indicado por Jair Bolsonaro. Nada altera competência ou rito. Ainda assim, coincidências em Brasília raramente passam despercebidas. Assinaturas ganham lupa automática.
ENSAIADA - Lula decidiu falar antes que terceiros falassem por ele. Declarou que, se houver envolvimento, o filho paga o preço. A frase cumpre função dupla, preserva a autoridade do cargo e desenha fronteira doméstica. Política e família, quando dividem mesa, costumam disputar talheres.
ROTINA - O diretor geral da PF mantém o presidente informado sobre os andamentos, como prevê a hierarquia. Nada além do manual administrativo. Mas, quando o ambiente está carregado, até rotina parece cena observada por microscópio atento. Informação é dever. Interferência, outro capítulo.
PESO - O caso do INSS já era robusto, envolve beneficiários, recursos públicos e fraudes em descontos. Com o sobrenome do Planalto no inquérito, a equação ganha dimensão extra. No fim, prevalece o extrato, o dado cruzado, o registro formal. Cargo passa. Documento permanece.
